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Raízes


Lídia Jorge

2012-03-07 00:00:00

William Faulkner - Um percurso de leitura

Ana Luísa Amaral

2012-01-09 00:00:00

The Dying Animal

Patrícia Melo

2011-12-21 00:00:00

DEPILAÇÃO HOLANDESA

Filomena Marona Beja

2011-12-06 00:00:00

ERAM TODOS HOMENS COM JEITO

Miguel Real

2011-11-21 00:00:00

CINCO PERSONAGENS QUE GOSTARIA DE TER CRIADO

Patrícia Reis

2011-11-09 00:00:00

O casaco verde

Mário de Carvalho

2011-10-03 00:00:00

Sobre Vocabulário

Rita Vilela

2011-09-28 00:00:00

A Tempestade

Ana Cristina Silva

2011-09-20 00:00:00

Suicídio

Lídia Jorge

2011-07-29 00:00:00

O que sabe a Cultura acerca da Fraternidade?

Paulo Castilho

2011-07-04 00:00:00

A arte e a estiva

Ana Cristina Silva

2011-06-27 00:00:00

António Figueira

2011-05-30 00:00:00

Patrícia Reis

2011-05-17 00:00:00

Por este Mundo Acima é uma peregrinação futurista. Uma visão estranha de um Lisboa destruída após um acidente.

Ana Cristina Silva

2011-02-25 00:00:00

Ninguém me contou. Li no jornal que te mataste. Transformaste-te num dos espíritos malignos que assombram a vontade dos homens.

Marcelo G. Oliveira

2011-02-01 00:00:00

Num momento nodal do romance Combateremos a Sombra, de Lídia Jorge, Osvaldo Campos, psicanalista, apercebe-se da sinistra relação com o real dos devaneios da sua paciente Maria London ao encontrar no Porto de Lisboa um dos paquetes clandestinos que, nos seus alegados sonhos, sintetizavam «tráficos [...] pontes ilícitas entre as mercadorias do Norte e do Sul» (Jorge, 2007, p. 193), tráficos esses em que a própria Maria London participava como elemento passivo do esquema de contrabando de estupefacientes do pai, o arquitecto London Loureiro.

Miguel Real

2010-12-29 00:00:00

No terreiro, ao corrido do rio Mearim, em São Luiz do Maranhão, norte do Brasil, rabiava-se o bumba-meu-boi, uma armação de ripas presadas por embiras escondendo no seu bojo avantajado um homem curvado compondo um boi de madeira; a armação cobria-se de veludo escuro donde sobressaía, como uma avantesma, a máscara de focinho descomunal de um touro negro, de língua pendida, armada de algodão amassado tingido de vermelho; estrelinhas luzentes de flandres e latão, imitando pedras preciosas, adornavam a coberta de veludo, e franjas de fitas de chita colorida arrastavam-se pelo chão tapando os pés do homem-boi; entre os chavelhos do animal, de pontas douradas, invocando prosperidade, uma estrela prateada reluzia aos clarões da fogueira; na traseira, cabriolando, puxavam às risadas o rabicho de piaçaba do mostrengo um bando de molequinhos pretos-pretos, filhos das irmãs pretas da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, que só pretas-pretas acolhia, pretas casadas com pretos, todos da mais pura raça preta.

Adelina Velho da Palma

2010-12-13 00:00:00

A sala de espera era pequena e acolhedora. Pairava no ar um aroma peculiar, adocicado, e fazia-se ouvir uma música suave, entorpecente. O tecto era baixo, forrado a madeira, e as paredes, maioritariamente ornadas de prateleiras, exibiam uma cor quente, entre o castanho e o alaranjado. Na parede do fundo, uma janela estreita deixava entrar uma réstia de luz solar filtrada por trepadeiras. Num dos cantos da sala, a recepcionista, uma mulher jovem de rosto inexpressivo, trabalhava sentada diante de um computador, de olhar fixo no ecrã, manuseando o rato. No canto oposto, um conjunto de sofás garridos, de gosto duvidoso, tentava alegrar o ambiente.

Tânia Ganho

2010-11-23 00:00:00

Mesmo depois de morto, ele continuou a ser o rei da casa, o pater familias. Nós vivíamos longe dele, mas não do seu poder. Todos os Verões, íamos visitá-lo, ficávamos na sua terra durante um mês, um mês na ilha onde as mulheres rezavam a Santa Bárbara em noite de temporal e nunca se juntavam treze pessoas à mesa.

Maria Teresa Horta

2010-10-20 00:00:00

Poemas retirados do livro Poesia Reunida de Maria Teresa Horta. "Ponto de Honra", "Belzebu" e "Ritual do Amor".

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