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Memorial do Convento



Sinopse

Memorial do Convento é um romance de José Saramago, conhecido internacionalmente, publicado pela primeira vez em Outubro de 19821 . A acção decorre no início do século XVIII, durante o reinado de D. João V e da Inquisição. Este rei absolutista, graças à grande quantidade de ouro e de diamantes vindos do Brasil Colónia, mandou construir o magnânimo Palácio Nacional de Mafra, mais conhecido por convento, em resultado de uma promessa que fez para garantir a sucessão do trono.

Através da íntima relação entre a narração ficcional e a histórica, o romance critica a exploração dos pobres pelos ricos, que origina a guerra entre os indivíduos, e a corrupção pertencente à natureza humana - com especial enfoque na corrupção religiosa. Revela igualmente o tema do solitário que luta contra a autoridade, recorrente nas obras de Saramago.

Ver e não ver são as chaves simbólicas do romance. Baltasar tem a alcunha de Sete-Sóis, porque apenas consegue ver à luz, enquanto que Blimunda é chamada de Sete-Luas, porque consegue ver no escuro, com o recurso ao seu dom - a ecovisão. Assim, esta dupla, cuja alcunha contém o Sete e a relação Sol-Lua, representa simbolicamente o uno.

Na sua totalidade, as políticas do poder do Portugal contemporâneo são satirizadas pelo autor.

Críticas ao livro "Memorial do Convento"

Fonte: Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998
«Um romance histórico inovador. Personagem principal, o Convento de Mafra. O escritor aparta-se da descrição engessada, privilegiando a caracterização de uma época. Segue o estilo: "Era uma vez um rei que fez promessas de levantar um convento em Mafra... Era uma vez a gente que construiu esse convento... Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes... Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido". Tudo, "era uma vez...". Logo a começar por "D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa a até hoje ainda não emprenhou (...). Depois, a sobressair, essa espantosa personagem, Blimunda, ao encontro de Baltasar. Milhares de léguas andou Blimundo, e o romance correu mundo, na escrita e na ópera (numa adaptação do compositor italiano Azio Corghi). Para a nossa memória ficam essas duas personagens inesquecíveis, um Sete Sóis e o outro Sete Luas, a passearem o seu amor pelo Portugal violento e inquisitorial dos tristes tempos do rei D. João V.»

Comentários


A mostrar os últimos 20 comentários:

Carlos Manuel Campos Porfirio, 2017-06-22 12:02:57

Um livro que se lê um sem-número de vezes. O melhor de Saramago.

Mariana Paula de Lima Baldé, 2008-11-11 20:57:38

Li-o no meu 12º ano...era obrigatória a sua leitura, uma vez que saía questões no exame nacional de Português. A maioria dos meus colegas vendo-se obrigados a ler, perderam o interesse...a leitura deve ser um prazer e não uma obrigação...mas por vezes penso que nos devemos obrigar a ler algo novo para evoluirmos. É aqui que entra José Saramago, com a sua escrita expositiva, irreverente, factual e sincera...abriu-me horizontes e "obrigou-me a evoluir" na escrita, na leitura, na busca...!
Para reconhecerem o "Nobel da Literatura" leiam qualquer um dos seus livros. Não se vão arrepender! Boas Leituras!

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